terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Já só falta a Isabel

Tudo pronto. Até eu me sinto pronta, não me perguntem como. A verdade é que estou calma, tranquila, sem medo do parto, sem interrogações de maior. Talvez tenha a ver com as aulas de preparação para o parto, dos vídeos que vejo, dos livros que leio. Talvez tenha a ver com as pessoas optimistas que me rodeiam. Talvez tenha a ver com a vontade que tenho de ser mãe.
Estou curiosa e entusiasmada, isso sim! Amanhã completamos as 37 semanas e agora já estamos na recta final. Nunca ouvi tanto a expressão "está quase". Está a passar a correr, não engordei muito, não tive dores de maior, tive azia pela primeira vez ontem, estou a ter uma gravidez de sonho. E a minha barriga está mesmo bonita, caraças! Não me canso de a contemplar, de lhe tocar, de sentir do outro lado a minha bebé. Vou ter saudades de ter a Isabel só para mim, de sentir esta magia a crescer e a arrebatar-me por completo. Mas também sei que o que aí vem é ainda melhor!







sábado, 15 de fevereiro de 2014

Amor

Estás a dormir ao meu lado, no sofá. Fazes aqueles sons que já conheço tão bem e tapo-te com o cobertor. Agradeces-me com voz meiga, como se se agradecesse o amor. Fico a observar-te, a tentar perscrutar os teus sonhos, e desejar que este sentimento não acabe nunca. É saber que me completas. Que estás lá quando preciso. Que basta um olhar, cúmplice, para te perceber e para nos rirmos. São 5 anos. Não são 50, mas são uma eternidade. Uma eternidade que não cansa, que se renova. Somos simples, leves. Sem brigas, sem amuos, sem cobranças. O nosso amor é sereno, sem tempestades. Intenso, forte, maduro, redondo. 



A fotografia no campo de girassóis podia ser só uma encenação bonitinha do nosso amor. Mas a tua expressão é reveladora. Quando estamos juntos há aquele olhar profundo, rasgado, brilhante de dois apaixonados, dois amantes, dois amigos. Rimo-nos muito e não nos levamos muito a sério, quando é tão sério o que nos une. O nosso amor é simples... 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A um mês...

Falta um mês para te morder um pézinho. Para te beijar os dedinhos, um a um. Para encostar a tua cabeça no meu peito, tocar com o meu nariz no teu, cheirar o teu cabelo. Para ficar a contemplar-te como a minha mais precisosa obra. Para te ouvir respirar e ficar a perguntar-me como fui capaz de criar algo assim. Falta um mês para falar contigo e olhar-te, ao mesmo tempo, Isabel.

Falta um mês para o desafio mais difícil da minha vida. Para ter dúvidas das minhas capacidades, para levar a minha paciência ao limite, para chorar sem saber porquê. Para sentir os desconfortos próprios do pós-parto, para ficar cheia de sono e exausta e perguntar-me vezes sem fim se sou talhada para este papel.

Falta um mês para chegar à conclusão de que tu compensas tudo. Basta existires. Basta suspirares, basta sentir o teu calor, basta fazeres de mim tua Mãe.
Li isto há pouco tempo e, tenho a certeza, vai fazer todo o sentido: Não és só tu que nasces. Contigo vai nascer uma Mãe.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

(Voltar a) Sentir a chuva

Hoje vi um vídeo que me emocionou. Uma menina que descobre a sensação de chuva a cair-lhe nas mãos, no corpo, na cara. A surpresa, o ar de satisfação, o sorriso, as palmas das mãos viradas para o céu para receber as gotas da chuva. 
Já não me lembro da última vez em que dancei à chuva. Em que me deixei levar, em que fiquei ali a sentir as gotas a caírem na cara, em que me entreguei à natureza. 
Contigo, Isabel! Contigo vou voltar a viver tudo como se fosse a primeira vez! Vou chapinhar nas poças de água, vou despir as flores do campo com o "mal-me-quer, bem-me-quer" até à ultima pétala, vou pisar as folhas castanhas de outono para ouvir "crac!", vou chupar as azedas, vou surpreender-me com um gomo de laranja bebé que vem colado à mãe, vou dançar à chuva. Voltar a ser criança. Voltar a valorizar o que é realmente importante. Voltar a saborear as coisas simples, com tempo. Dar gargalhadas só porque sim. Contigo, Isabel!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Menina do papá

Hoje fomos ver a Isabel. Sorriu, fez beicinho, pôs a língua de fora, abriu os olhos, escondeu a cara, aninhou-se a mim. Foi um momento muito especial. E tão especial quanto isso, foi ver o pai deleitado e a repetir "tão bonita". 
Eu sinto-a a toda as horas e, nesta fase, o corpo mais pesado e algum desconforto já não me deixam esquecer por um minuto que mais um coração bate dentro de mim. Mas acredito que para o pai, vê-la, ali, já tão perfeitinha, cheia de vida, seja ainda mais emocionante. Não chorei por pouco a testemunhar aquele momento. A Isabel vai ser definitivamente uma "menina do papá". 

Hoje, se voltar a sonhar contigo, filha, vou já ver-te de nariz abatatado e bochechas, como eu, e boca e queixinho do pai. Linda, linda. Para nós vais ser sempre linda.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

A fazer o ninho

Já ando há algum tempo a "fazer o ninho", aos poucos. Perco algum tempo a namorar os detalhes, confesso. Agora o quarto já está quase pronto. Gosto do estilo romântico e desde cedo decidimos que as cores predominantes seriam o branco e o rosa claro. Agora fui acrescentando o verde água em alguns pormenores.

Branco e rosa e alguns detalhes em verde água
Ainda estou indecisa, mas esta deverá ser a primeira roupa da princesa

A cadeirinha de baloiço


Pormenores

Já comprei os tecidos para as cortinas. A base vai ser em verde água clarinho e vou acrescentar uma barra pequena em baixo com estas bandeirinhas.
Espero que gostem!

A luz

Dizem que as grávidas têm uma luz especial. É uma luz que aquece, que ilumina, que conforta e embala. É uma força inebriante e, ao mesmo tempo, apaziguadora. No final de um dia mais difícil, mais cansativo, basta sentir-te, Isabel, e tudo se transforma. As lágrimas, agora tão mais fáceis, perdem o sal. São doces, filha. Agora são doces.