O meu casamento de sonho. És tu, sou eu, é a nossa filha. Os amigos e a família. No campo, com flores, com luzinhas penduradas nas árvores, com mesas corridas cheias de petiscos cozinhados pela avó Rosel, com cadeiras cada uma de sua nação, com mantas no chão, bandeirinhas penduradas, sorrisos e balões. Um bolo branco imperfeito de dois pisos mas saboroso. Um vestido de noiva discreto, mas romântico. Fotografias pouco estudadas e momentos cúmplices. Danças de pés descalços e com a luz de fim de dia a dourar os cabelos. Beijos e mais beijos e música da boa ou pimba quando os brindes forem já muitos. Um dia inesquecível, onde o nosso amor a três será partilhado com todos aqueles que nos querem bem e que nos amam. Sonho com isto. Quem sabe... um dia! A três ou a quatro ou a cinco. Todos juntos, a celebrar o amor.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Momento de hipnotismo
Os teus olhos hipnotizam-me. São grandes, pestanudos e expressivos. Franzes o sobrolho e, um segundo depois, levantas bem as pálpebras. Quando estás espantada, a observar alguma coisa, abres bem os olhos e fazes um jeitinho com a boca, em forma de beijo. Quando respondes com um sorriso, os olhos sorriem também.
São estes os olhos que quero ver para o resto da vida. Curiosos, sorridentes. Mas sei que deles vão também cair lágrimas, que eu não vou conseguir secar. Faz parte, tudo faz parte. Também eu chorei choros intermináveis, como se o mundo fosse acabar. Não acabou. Estou aqui, sou feliz e sou mãe. Sou a tua mãe, Isabel.
domingo, 21 de setembro de 2014
Sítios onde somos felizes
Somos
felizes em casa, os três na cama a fazer ronha num domingo de manhã.
Somos felizes no chão da sala, a brincar, a rir, a cantar. Somos felizes em casa dos nossos pais, com uma mesa farta e famílias grandes e barulhentas. Somos felizes a passear. Os três. Pegar no carro e ir. Ir para voltar, sempre, ao conforto da nossa casa. Somos felizes assim. Aqui e ali.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
6 meses de Isabel
O número 16 nunca mais foi o mesmo. Há sempre vida a celebrar. Seis meses separam estas fotografias. Seis meses de aprendizagem, de improviso, de instinto. Seis meses a ler tudo e mais alguma coisa para fazer sempre melhor, mas sabendo à partida que o coração me diz está acima de tudo. Podia dizer que vieste fazer de mim a pessoa mais feliz do mundo, mas já o disse. Podia dizer que adoro ser tua mãe, mas já o disse. Podia dizer que és meiga e delicada, mas já o disse. Mas há algo que nunca te disse, filha. Que sem ti a minha vida não tem sentido. Ponho-me a pensar no que faria se não te tivesse tido e tudo me parece vazio.
O medo cresceu lado a lado com o amor. Todos os dias. Queria que não te magoasses quando começares a andar, que ninguém te fizesse mal, que não sofresses nunca. Queria que o mundo fosse de algodão. No fundo, queria que ficasses sempre perto de mim, protegida. Por isso te peço, como já te pedi tantas vezes em segredo, cresce devagarinho. Com calma. Temos tempo. O nosso futuro não tem fim.
O medo cresceu lado a lado com o amor. Todos os dias. Queria que não te magoasses quando começares a andar, que ninguém te fizesse mal, que não sofresses nunca. Queria que o mundo fosse de algodão. No fundo, queria que ficasses sempre perto de mim, protegida. Por isso te peço, como já te pedi tantas vezes em segredo, cresce devagarinho. Com calma. Temos tempo. O nosso futuro não tem fim.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Hoje
Lá fomos deixar-te, Isabel. Ficaste a chorar e eu a chorar fiquei. Por mais que me digam que vai correr tudo bem, o meu coração está apertadinho, espremido, falta-lhe um pedaço. Quando te for buscar, juro, juro que vou transbordar de amor, agarrar-te como se não houvesse mais nada neste mundo. A verdade é que não há. Não há nada mais puro, mais verdadeiro, do que o meu amor por ti.
domingo, 31 de agosto de 2014
O primeiro dia de escola
"Um beijinho muito grande para ti, minha querida, que deves estar com o coraçãozinho apertado, como o meu". Recebo esta mensagem da minha mãe e logo me desfaço em lágrimas.
Amanhã é o primeiro dia de escola da Isabelinha. Na semana passada já ficou lá duas horas, mas agora é que vai ser a sério, um dia inteiro.
Custa. Custa muito. Pensei que custasse menos porque há quase três meses que fica com a avó materna, com a avó paterna, com a nossa amiga Dulce, com a tia, com a tia-avó, com a bisavó. Muitas foram as pessoas em quem confiei na hora de cuidar da Isabel. Mas agora é diferente. Agora não confio de corpo e alma, pelo menos não ainda. Tenho de acreditar que vai correr bem, que se vai adaptar, que não vai sofrer, que vão tratar bem dela. Eu acredito, eu acredito. Repito que vai correr tudo bem, como uma mantra. Mas dói. Basta pensar que há cinco meses e meio ela ainda estava protegida, dentro da minha barriga e que nada de mal lhe podia acontecer. Em tão pouco tempo vou ter de confiar no Mundo, que a vai receber. A minha vida. O meu maior tesouro é agora do Mundo. Não posso controlar tudo, não está ao meu alcance protegê-la de todos os males. Só me basta confiar que o Universo se vai encarregar de fazer a minha Isabelinha feliz.
sábado, 30 de agosto de 2014
Óbidos a três
Hoje foi dia de rumar a Óbidos, uma das vilas mais bonitas de Portugal. As cores, as fachadas das casas, o comércio, o movimento - e a mousse de pêra com ginja e raspas de chocolate... (ui, aquela mousse...) - são motivos mais do que suficientes para uma escapadinha até esta vila tão pitoresca. Havemos de cá voltar quando a Isabelinha já conseguir subir até às muralhas, quando já correr por estas ruazinhas solarengas e já fizer disparates. Por agora, bastam-nos aqueles olhinhos a querem agarrar o mundo e aquele sorriso que derrete todos os que lhe dizem "olá".
São momentos tão nossos que me dão cada vez mais certeza de que três é melhor do que dois.
São momentos tão nossos que me dão cada vez mais certeza de que três é melhor do que dois.
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