quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Conto-te, todos os dias, a mesma história

Todas as noites temos este ritual. Vamos as duas para a cadeira de balouço, depois do banho, do creme e de vestir o pijama e lemos esta história. Os meus bonecos de peluche.

Adoras, Isabel. Folheias o livro, enquanto vou contando a história, e acho que já começas a decorar a lengalenga porque acertas quase sempre no momento de mudar de página. Mexes no cabelo do menino, espreitas a lua, tocas na asa do pato, no pêlo fofinho do urso. Ficas contente quando faço o "tu-tu... pouca terra... pouca terra" do comboio. Invento, não está lá escrito. É o fim da história, da nossa história. Nesse momento, fechas o livro e começamos tudo de novo, duas, três vezes.

É uma das minhas partes preferidas do nosso dia. Tu, no meu colo, com esse cheirinho de bebé, atenta à minha voz e ao livro.

Há um ano comprei a cadeira, sentei-me nela, acaricei a minha barriga e sonhei com este momento.
Agora é real. E melhor. Muito melhor.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Este estaminé já fez um ano?!


O clichet é dos mais comuns que pode haver: o tempo passa a correr. E com a maternidade parece passar ainda mais rápido. Tão rápido que nem reparei que já passou um ano desde que comecei a partilhar convosco os meus sonhos, os meus medos, as alegrias, a magia da gravidez, os primeiros pontapés, o nascimento e este amor pela Isabel que cresce, cresce e nunca deixará de crescer. Um ano da melhor fase da minha vida. Começou assim, quando estava grávida de 19 semanas.

Nunca pensei que o que escrevo chegasse a tanta gente. Gente que, como eu, não tem medo de se comover. Gente que não se importa que eu seja repetitiva e lamechas, porque o amor é também ele diário e é tão forte que precisa de extravasar as paredes lá de casa.

Se no início tive dúvidas se valeria a pena criar este blogue, mas agora tenho a certeza absoluta de que vale a pena. Mesmo que não escreva com a regularidade que gostaria, percebi que tenho leitores fiéis que não deixam de por cá passar e que já sentem carinho pela Isabel. É estranho, mas bom.

Obrigada a todos!





Uma criança e um pinguim

Que coisa bonita! Uma criança, um pinguim, uma amizade única. Adoro estas campanhas de Natal da John Lewis, sempre tão inspiradoras!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Os 10 melhores brinquedos

Podia falar-vos do urso Zezé, da boneca Camila, do parque de actividades ou de uma mesa super didáctica cheia de músicas, cores e estímulos, mas não, não são esses os brinquedos que mais chamam a atenção da Isabel.
Parece animada, não é? Pois, mas em apenas 5 minutos já está a trocá-los por outros, bem mais interessantes.

Aqui fica uma lista das preferências da bebé:

- os meus cabelos. Eram quinze, depois da queda acentuada no pós-parto, e neste momento são apenas quatro, à conta da miúda.

- os comandos lá de casa. Tenho quase a certeza que ela tem um radar incorporado e, se for preciso, faz escalada para chegar até eles. E o pior é ainda não consegue mudar de canal. Às vezes dava jeito, se é que me entendem...





- o meu nariz. Não é propriamente pequeno e já cresceu à conta dos puxanços da filha. Quando calha ter umas unhas mais salientes, parece que fui atacada por um gato assanhado.

- os sapatos. Quanto mais mal cheirosos melhor. Distraímo-nos e já se afiambrou a uma biqueira pouco lustrosa.

- os telemóveis e tablets. Bem tento não deixar, mas ela faz de tudo para alcançá-los e depois manipula-os como gente grande. É aqui que entra a frase da praxe, repetida vezes sem conta por toda a gente, "parece que já nascem ensinados!"

- os cabos. Basta haver um cabo de computador ou de telemóvel perdido algures na sala, ou a espreitar de uma gaveta, e aí vai ela lançada.

- os cremes. Quando lhe estamos a mudar a fralda, tem de ter um na mão e vai saboreando a embalagem como se de um chocolate se tratasse.

- as meias. Aguentam pouco tempo naqueles pés de Cinderela e devem saber a pato, porque ela adora chuchá-las e andar com elas na boca como se fosse um cãozinho.


- uma mola da roupa e um tupperware. Desde que dê para fazer música ou para levar à boca, serve.

A minha filha é, no fundo, muito poupada e criativa, por isso vou presenteá-la com um cabaz de Natal com estes "brinquedos". Menos o nariz que, parecendo que não, até me faz falta.









segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O nascimento de mais um filho

Calma, não estou grávida.
Três amigas juntaram-se e criaram o blogue a Mãe é que sabe. Uma dessas amigas sou eu.
No "a Mãe é que sabe" estamos prontas para a tareia. Vai haver mais chapada ali do que no fim-de-semana passado nos 50% de desconto em brinquedos no Continente.

Espero que gostem, que se riam, discordem, concordem, partilhem. Tem um registo um pouco diferente do nosso "Três é melhor do que dois", mas acho que não há lugar para ciúmes: vou tratar destes dois filhos de forma igual. 

Welcome!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Esta semana

Esta semana gatinha já com um à-vontade incrível. E é tão mexida que ainda não consegui tirar-lhe uma fotografia que ficasse focada. Faz olhinhos lindos e expressões novas. Tenta ser engraçada e chamar a atenção com sons novos. Voltou a acordar durante a noite, umas cinco vezes. Acorda às 6h da manhã pronta para o dia. Põe-se de joelhos agarrada a tudo, abre gavetas e adora ficar de pé, toda desengonçada. Falta uma semana para os 8 meses e quando faço estas contas nem acredito.

Podem seguir-nos no Instagram

domingo, 2 de novembro de 2014

Aos melhores pais do mundo

Comovi-me ao ver o meu pai, o teu avô Fernando, dar-te banho, filha.
Vi-me em ti. Pude ver-me há 28 anos a receber amor, carinho e a atenção. Cuidado e proteção. Tens um avô que é pai, que foi pai e que vai ser sempre o melhor pai do mundo. 
Mas de repente pensei no teu pai. E percebi que o lugar no pódio de melhor pai pode, justamente, ser partilhado com muitos pais.
O teu pai percebeu que daria a vida por ti assim que te pegou ao colo pela primeira vez naquele quarto de hospital.
O teu pai diz, todos os dias, que és linda. Refila quando nos acordas às tantas da manhã como se já fosse de dia. Dá-te banho e fala contigo, canta para ti e até já o vi a dançar de forma pateta. Tudo para te ver rir.
Tens sorte, Isabel, tens tanta sorte. Ter um pai presente é inesquecível. Um pai que nos seque o cabelo e a franja, num número de circo em cima de um banco para conseguirmos, vaidosas, chegar ao espelho. Um pai que nos ensine a fazer contas de matemática e a apanhar "carreirinhas" no mar. Que faça connosco um trabalho espectacular sobre a Grécia Antiga. Um pai que nos faça cócegas até às lágrimas de tanto rir e pedir socorro, um pai que conte anedotas com toda a família de pijama a um sábado de manhã, na cama. Um pai que erre, mas que saiba pedir desculpa. Ainda hoje me lembro daquela palmada que levei no rabo injustamente, quando, ainda para agravar mais o quadro, tinha sido o meu irmão a fazer asneira. As minhas lágrimas eram de mágoa mas secaram quando o vi o meu pai ajoelhado a chorar e a pedir desculpa.
Um dia vais perceber, filha, que os pais não são heróis de um filme de animação. Não têm os músculos nem os superpoderes. O teu pai vai errar, vai ser injusto, não vai conseguir ajudar-te sempre. Mas, tenho a certeza, vai dar o seu melhor. E quando ele der banho à tua filha, vais rever-te nela e perceber que a tua felicidade se deve muito a ele.