quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Uma criança e um pinguim

Que coisa bonita! Uma criança, um pinguim, uma amizade única. Adoro estas campanhas de Natal da John Lewis, sempre tão inspiradoras!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Os 10 melhores brinquedos

Podia falar-vos do urso Zezé, da boneca Camila, do parque de actividades ou de uma mesa super didáctica cheia de músicas, cores e estímulos, mas não, não são esses os brinquedos que mais chamam a atenção da Isabel.
Parece animada, não é? Pois, mas em apenas 5 minutos já está a trocá-los por outros, bem mais interessantes.

Aqui fica uma lista das preferências da bebé:

- os meus cabelos. Eram quinze, depois da queda acentuada no pós-parto, e neste momento são apenas quatro, à conta da miúda.

- os comandos lá de casa. Tenho quase a certeza que ela tem um radar incorporado e, se for preciso, faz escalada para chegar até eles. E o pior é ainda não consegue mudar de canal. Às vezes dava jeito, se é que me entendem...





- o meu nariz. Não é propriamente pequeno e já cresceu à conta dos puxanços da filha. Quando calha ter umas unhas mais salientes, parece que fui atacada por um gato assanhado.

- os sapatos. Quanto mais mal cheirosos melhor. Distraímo-nos e já se afiambrou a uma biqueira pouco lustrosa.

- os telemóveis e tablets. Bem tento não deixar, mas ela faz de tudo para alcançá-los e depois manipula-os como gente grande. É aqui que entra a frase da praxe, repetida vezes sem conta por toda a gente, "parece que já nascem ensinados!"

- os cabos. Basta haver um cabo de computador ou de telemóvel perdido algures na sala, ou a espreitar de uma gaveta, e aí vai ela lançada.

- os cremes. Quando lhe estamos a mudar a fralda, tem de ter um na mão e vai saboreando a embalagem como se de um chocolate se tratasse.

- as meias. Aguentam pouco tempo naqueles pés de Cinderela e devem saber a pato, porque ela adora chuchá-las e andar com elas na boca como se fosse um cãozinho.


- uma mola da roupa e um tupperware. Desde que dê para fazer música ou para levar à boca, serve.

A minha filha é, no fundo, muito poupada e criativa, por isso vou presenteá-la com um cabaz de Natal com estes "brinquedos". Menos o nariz que, parecendo que não, até me faz falta.









segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O nascimento de mais um filho

Calma, não estou grávida.
Três amigas juntaram-se e criaram o blogue a Mãe é que sabe. Uma dessas amigas sou eu.
No "a Mãe é que sabe" estamos prontas para a tareia. Vai haver mais chapada ali do que no fim-de-semana passado nos 50% de desconto em brinquedos no Continente.

Espero que gostem, que se riam, discordem, concordem, partilhem. Tem um registo um pouco diferente do nosso "Três é melhor do que dois", mas acho que não há lugar para ciúmes: vou tratar destes dois filhos de forma igual. 

Welcome!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Esta semana

Esta semana gatinha já com um à-vontade incrível. E é tão mexida que ainda não consegui tirar-lhe uma fotografia que ficasse focada. Faz olhinhos lindos e expressões novas. Tenta ser engraçada e chamar a atenção com sons novos. Voltou a acordar durante a noite, umas cinco vezes. Acorda às 6h da manhã pronta para o dia. Põe-se de joelhos agarrada a tudo, abre gavetas e adora ficar de pé, toda desengonçada. Falta uma semana para os 8 meses e quando faço estas contas nem acredito.

Podem seguir-nos no Instagram

domingo, 2 de novembro de 2014

Aos melhores pais do mundo

Comovi-me ao ver o meu pai, o teu avô Fernando, dar-te banho, filha.
Vi-me em ti. Pude ver-me há 28 anos a receber amor, carinho e a atenção. Cuidado e proteção. Tens um avô que é pai, que foi pai e que vai ser sempre o melhor pai do mundo. 
Mas de repente pensei no teu pai. E percebi que o lugar no pódio de melhor pai pode, justamente, ser partilhado com muitos pais.
O teu pai percebeu que daria a vida por ti assim que te pegou ao colo pela primeira vez naquele quarto de hospital.
O teu pai diz, todos os dias, que és linda. Refila quando nos acordas às tantas da manhã como se já fosse de dia. Dá-te banho e fala contigo, canta para ti e até já o vi a dançar de forma pateta. Tudo para te ver rir.
Tens sorte, Isabel, tens tanta sorte. Ter um pai presente é inesquecível. Um pai que nos seque o cabelo e a franja, num número de circo em cima de um banco para conseguirmos, vaidosas, chegar ao espelho. Um pai que nos ensine a fazer contas de matemática e a apanhar "carreirinhas" no mar. Que faça connosco um trabalho espectacular sobre a Grécia Antiga. Um pai que nos faça cócegas até às lágrimas de tanto rir e pedir socorro, um pai que conte anedotas com toda a família de pijama a um sábado de manhã, na cama. Um pai que erre, mas que saiba pedir desculpa. Ainda hoje me lembro daquela palmada que levei no rabo injustamente, quando, ainda para agravar mais o quadro, tinha sido o meu irmão a fazer asneira. As minhas lágrimas eram de mágoa mas secaram quando o vi o meu pai ajoelhado a chorar e a pedir desculpa.
Um dia vais perceber, filha, que os pais não são heróis de um filme de animação. Não têm os músculos nem os superpoderes. O teu pai vai errar, vai ser injusto, não vai conseguir ajudar-te sempre. Mas, tenho a certeza, vai dar o seu melhor. E quando ele der banho à tua filha, vais rever-te nela e perceber que a tua felicidade se deve muito a ele.



sábado, 1 de novembro de 2014

Família Paixão

Hoje estivemos na terra onde a minha mãe descia a rua íngreme montada na burra, a terra dos trisavós da Isabel, fossem eles vivos. A minha bisavó Leopoldina e o meu bisavô Jorge, que não cheguei a conhecer.
A terra onde a minha mãe corria com os três irmãos e com as primas, subia às árvores e andava de bicicleta, quando vinha de férias de Moçambique. Brincava com tachos de barro no quintal da cisterna, que tinha uma figueira. Bebia a água fresca das bilhas que ia, com as mais velhas, buscar à fonte, fonte essa bombeada à mão. A horta era regada por uma burra, que andava ligada a uma nora. Essa terra, que está no meu imaginário pelas descrições entusiasmadas da minha mãe, chama-se Pé de Cão, perto de Torres Novas, e é a terra da família Paixão.

A minha mãe é Paixão, eu sou Paixão e fiz questão que a Isabel fosse Paixão. Somos muitos. Hoje éramos mais de 80 e eu adoro reencontrar a família e conhecer primos afastados. A Isabel portou-se muito bem e foi brindada com beijinhos da prima Margarida e com a atenção de todos. Sesta nem vê-la, tal era a excitação!




domingo, 26 de outubro de 2014

Aquelas gargalhadas

Um bocado de papel é quanto basta para fazê-la rir assim. Não há melhor som no mundo. Depois da otite, das febres altas e das dores durante a noite, isto é música para os nossos ouvidos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dói-dói

Isabel, raramente choras. És bem-disposta, calma, sorridente. Não sou eu que o digo, todos dizem. Médicos, família, amigos, estranhos na rua e no supermercado. "Ela é muito calminha, não é?" "É, muito." És. Tenho uma amiga que diz que choras em mute. Já te vi ter birras de sono, tiveste cólicas chatas, mas não és um bebé de choro fácil.
Mas na noite passada, às quatro da manhã... ui! Nunca te tinha visto chorar assim. Um choro de dor, de boca aberta, olhinhos cerrados, um grito bem de dentro. Vesti umas calças de ganga e uma camisola, pronta a ir contigo às urgências. Pegámos em ti e, na cozinha, ofereceste-nos um sorriso. Mesmo com dores, Isabel, tu sorris. Mas enganaste-me, filha. Pensei que era só um pesadelo ou que estavas cansada.
Afinal, tens mesmo um dói-dói e até a mim me dói. Hoje à tarde senti que não estavas bem. Uma Isabel lamuriosa, a fazer queixinhas e nem na mama acalmavas. Lá fomos às urgências do S. Francisco Xavier e fomos recebidos prontamente e com muito carinho. Assim é tão mais fácil.
Tens uma otite. Perguntei à pediatra, com aquele sentimento de culpa que as mães tão bem conhecem, se devia ter esperado tanto tempo. Disse-me que sim, que fiz bem em esperar. Mas cá dentro, bem no fundo, algo me disse que deveria ter ido ontem, assim que percebi que a minha Isabelinha não estava bem.
Como saber? Como ter a certeza? E se não fosse nada e apanhasses por lá uma infecção? E se, e se, e se... Os "ses" que nos consomem. Quero acreditar que um dia vou ser menos dramática, que não me vai custar tanto ver-te sofrer, que vou dizer "é normal", "isto passa"... mas por agora és a minha bebé e eu quero cuidar de ti.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Trocava contigo, filha

Trocava contigo, filha. Eu sabia que este dia ia chegar, mas não estava preparada.
Trocava contigo, filha. Nem pensava duas vezes. Ver-te doente consome-me.
Trocava contigo, filha. Já não consigo olhar para o termómetro e ver a contagem a crescer até aos trinta e nove e meio.
Trocava contigo, filha. Quando não consegues respirar e pedes ajuda num choro aflito, o meu coração fica do tamanho de uma ervilha.

Ontem só conseguiste adormecer na nossa cama, aninhada a mim. Dormimos assim, coladas. A chucha cai para conseguires respirar pela boca e precisas de mimo. Dou o melhor de mim. 

Sei que vai passar, faz parte. Mas também sei que outras dores virão. Cá estarei para tentar derrubá-las, para te dar aconchego e encher-te de beijos. Colo, muito colo, estejas doente ou não. E uma vontade enorme de que voltes para a minha barriguinha, onde estavas protegida de tudo.
Trocava contigo e por ti dava a vida, sem pestanejar.















quinta-feira, 16 de outubro de 2014

7 meses? Nãããããããããão!

It's my party and I cry If I want to... la la la 

Hoje foi o dia da Isabelinha. 7 meses.... puff, já lá vão!

Este último mês foi um mês de muitas descobertas. Já se põe de gatas e ali fica a embalar-se, depois põe os joelhos à frente um dos outro mas as mãos ainda não avançam. Para seguir em frente, arrasta-se. Já se senta sem mãos, e hoje pela primeira vez, agarrou-se às minhas pernas e pôs-se de pé. Como? Não percebi. Fiquei estupefacta, não estava preparada para isto. Está na hora de descer o berço, não vá ela tentar um mortal encarpado.

Não sai do da-da-da, mas hoje deitou-me a língua de fora e, perante a minha cara de espanto, repetiu a façanha não sei quantas vezes. Não sei com quem aprendeu isto, mas aposto um dedinho do pé em como foi na creche.

Andou o dia todo muito bem disposta, excepto, claro está, no momento da fotografia. Tirei-lhe o quadro das mãos e foi o vê se te avias. Contrariá-la dá nisto. Já ralha connosco, a gaiata.
Odeia vestir camisolas. Ficar sozinha a brincar na sala, nem pensar! Quer o nosso olhar nela. Tosse quando está chateada, cada vez com mais força.

Ontem deu gargalhadas quando a fui buscar à creche. E no banho, pela primeira vez, a chapinhar na água.

Vivemos, cada vez mais, para as manhãs na ronha e para o final do dia no banho e na moleza. Esperamos impacientemente pelos fins-de-semana para estarmos os três, inteiros, a desfrutar do melhor da vida. Se o tempo passa a correr? Passa, sem dúvida! Quando o tempo não é nosso a cem por cento, escorre por entre os dedos. Por mais que aproveitemos todos os segundos, todos os segundos são poucos. Queria ter mais segundos. Horas. Dias.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Temos menina do papá...

Isabel Brás da Silva, ouve bem a tua Mãe! Se achas que podes, do alto dos teus 6 meses e 27 dias, andar a fazer olhinhos ao teu pai, então vamos ter uma conversinha! Se achas bem derreteres-te com ele quando estamos os três na ronha de manhã, estás muito enganadinha! Livra-te, minha menina, de dizeres primeiro “papá”. Já andas nos “dadadada” e nos “rarara” e eu até estremeço em pensar que o “papapa” vem a seguir. Vou negar com todas as minhas forças. É “papa” de comida, obviamente.

Isto de andar contigo dentro de mim 9 meses, ficar gordalhufa e passar a chorar com tudo o que envolve crianças e maternidade, cães e gatinhos abandonados, culminar num “papá” é injusto. Por isso, minha menina, vai lá treinando o “mamã” para não termos de ajustar contas.

Se tal acontecer, eis o que sucede: o teu pai fica responsável durante 2 anos e meio de trocar TODAS as tuas fraldas, de ir ao teu quarto durante a noite TODAS as vezes que choras, passas a beber leite em biberon e deixas de ter cabelos compridos para puxar. Estamos entendidas? Bem, bem.


domingo, 12 de outubro de 2014

Da Saudade

A minha mana chegou ontem dos Estados Unidos. É a minha mana do coração, que esteve 12 anos a viver longe de nós. Quer dizer, 12 só no Dubai. Já antes tinha estado em Londres e agora está a viver em San Antonio, no Texas. Assim que a vi, comecei a chorar. Abracei-a com força. Mas o melhor estava ainda para vir: conhecer a Isabel. Assim que a pegou ao colo, as lágrimas foram mais fortes. Chorámos as três: a Sofia, a minha mãe e eu. 
A minha mana não tem o meu sangue, mas conhece-me desde os meus seis anos. A minha mana está longe de nós, mas é como se nunca tivesse saído. A minha mana é das pessoas mais bonitas que eu conheço. Viu-me crescer e eu vi-a tornar-se numa mulher forte, lutadora, disposta a ir para o outro canto do mundo para poder construir uma vida melhor. Sinto a falta dela. A distância magoa. A falta de oportunidades em Portugal consome-me. Mas hoje ela foi nossa. Por inteiro. Abraçou-nos, beijou-nos e fotografou-nos, como ninguém. As fotografias mais especiais de sempre.
Tenho a certeza de que a Isabel já a ama muito, como eu a amo. E que quando falar, vai perguntar pela tia Sofia, com saudades.
Obrigada, Sofia! Por tudo.
 

sábado, 11 de outubro de 2014

Cinema a dois (e a Isabel sempre comigo)

Ontem foi noite de cinema. A dois. Já tinha saudades de sentir a emoção de um thriller e de partilhar este momento com ele. Gone Girl de David Fincher. Obrigatório!
Pelo caminho comprei um brinquedo para a Isabel. Uma luva com fantoches para tentar arrancar aquela gargalhada que me enche o coração. Não foi para compensar a ausência, até porque ela já estava a dormir quando saímos. Foi simplesmente porque ela não me sai da cabeça... Vai ser sempre assim, não vai? Vou estar sempre com este sentimento de incompletude? Vou querer sempre correr para casa para a estrafegá-la com beijos?... A resposta é simples.