A minha mana chegou ontem dos Estados Unidos. É a minha mana do coração, que esteve 12 anos a viver longe de nós. Quer dizer, 12 só no Dubai. Já antes tinha estado em Londres e agora está a viver em San Antonio, no Texas. Assim que a vi, comecei a chorar. Abracei-a com força. Mas o melhor estava ainda para vir: conhecer a Isabel. Assim que a pegou ao colo, as lágrimas foram mais fortes. Chorámos as três: a Sofia, a minha mãe e eu.
A minha mana não tem o meu sangue, mas conhece-me desde os meus seis anos. A minha mana está longe de nós, mas é como se nunca tivesse saído. A minha mana é das pessoas mais bonitas que eu conheço. Viu-me crescer e eu vi-a tornar-se numa mulher forte, lutadora, disposta a ir para o outro canto do mundo para poder construir uma vida melhor. Sinto a falta dela. A distância magoa. A falta de oportunidades em Portugal consome-me. Mas hoje ela foi nossa. Por inteiro. Abraçou-nos, beijou-nos e fotografou-nos, como ninguém. As fotografias mais especiais de sempre.
Tenho a certeza de que a Isabel já a ama muito, como eu a amo. E que quando falar, vai perguntar pela tia Sofia, com saudades.
Obrigada, Sofia! Por tudo.
Tenho a certeza de que a Isabel já a ama muito, como eu a amo. E que quando falar, vai perguntar pela tia Sofia, com saudades.
Obrigada, Sofia! Por tudo.














